
Neste artigo
- Quanto o iFood cobra por pedido, na prática?
- Entrega própria ou frota do iFood: a diferença de comissão
- Quanto sobra de um pedido de R$ 50 depois de todas as taxas?
- As taxas que pesam sem aparecer na comissão principal
- Vale a pena reduzir a dependência do iFood?
- Como montar um canal de vendas próprio sem abandonar o iFood
Um restaurante que fatura R$ 30 mil por mês só pelo iFood pode estar devolvendo mais de R$ 8 mil disso pra própria plataforma, antes de pagar ingrediente, embalagem, gás e funcionário. A conta assusta quem nunca parou pra somar comissão, taxa de entrega, taxa de pagamento e antecipação de recebíveis numa planilha só.
Quanto o iFood cobra por pedido, na prática?
O iFood cobra uma comissão percentual sobre o valor de cada pedido, e esse percentual muda de acordo com quem faz a entrega. Quando o restaurante entrega com a própria moto ou motoboy contratado, a comissão fica na faixa de 12% do valor do pedido. Quando quem entrega é a frota do próprio iFood, a comissão sobe bastante: pode chegar a 23% ou 27%, dependendo do plano contratado e da região.
Faz sentido dentro do modelo de negócio do iFood: quando a entrega é da própria frota, a plataforma banca motoboy, seguro, tecnologia de rota e suporte ao entregador, então cobra mais caro por isso. Quando o restaurante entrega sozinho, o iFood só fornece a vitrine e o processamento do pedido, daí a comissão cair.
Para efeito de comparação, uma maquininha de cartão comum cobra taxa de poucos pontos percentuais por transação, bem abaixo da faixa de 12% a 27% cobrada pelo marketplace. A diferença mostra o quanto da margem do restaurante fica retida só pela intermediação do pedido, não pelo processamento do pagamento em si.
Além da comissão, existe a taxa de pagamento online, cobrada quando o cliente paga pelo cartão dentro do próprio app. Ela costuma girar em torno de 3,5% sobre o valor da venda. Some as duas taxas e o restaurante já perdeu entre 15% e 30% do faturamento bruto antes de pensar em ingrediente.
Os percentuais acima refletem as faixas públicas mais citadas sobre a política de comissionamento do iFood. Como o valor muda por plano, categoria de restaurante, região e negociação individual, confirme sempre a tabela vigente no seu painel de parceiro antes de tomar decisão com base em número.
Entrega própria ou frota do iFood: a diferença de comissão
Escolher quem entrega o pedido é a decisão que mais pesa na comissão final. Veja o resumo prático:
- Entrega própria (moto do restaurante): comissão aproximada de 12% por pedido, mas o restaurante arca com custo de motoboy, combustível e gestão da entrega.
- Entrega pela frota do iFood: comissão entre 23% e 27% por pedido, sem o restaurante precisar gerenciar entregador, seguro ou escala.
- Pagamento online dentro do app: taxa adicional de cerca de 3,5% sobre vendas pagas por cartão ou pix pelo próprio iFood.
- Plano de assinatura com entrega grátis ao cliente: mensalidade fixa paga pelo restaurante para zerar a taxa de entrega que o cliente veria na tela, sem reduzir a comissão por pedido.
Na prática, muitos restaurantes pequenos escolhem a entrega própria justamente pra fugir da comissão mais alta, mesmo perdendo o volume extra de pedidos que a frota do iFood costuma trazer.
Outra prática comum é embutir parte da comissão no próprio preço do cardápio dentro do app: muitos restaurantes cobram de 10% a 15% a mais no iFood do que cobram no balcão ou no telefone, justamente pra não deixar a comissão comer toda a margem do prato.
Quanto sobra de um pedido de R$ 50 depois de todas as taxas?
Exemplo prático
Pegue um pedido de R$ 50 entregue pela frota do iFood, com comissão de 27% e pagamento pelo próprio app. A comissão consome R$ 13,50. A taxa de pagamento online, calculada em 3,5%, tira mais R$ 1,75. No total, R$ 15,25 saem antes de qualquer custo de cozinha: sobram R$ 34,75 brutos.
Agora o mesmo pedido de R$ 50, com entrega própria e comissão de 12%: R$ 6 de comissão mais R$ 1,75 de pagamento online, total de R$ 7,75. Sobram R$ 42,25 brutos, ou seja, mais de R$ 7,50 de diferença por pedido só por causa de quem faz a entrega.
Multiplique essa diferença por 300 ou 400 pedidos no mês e o impacto deixa de ser detalhe de planilha: vira o motivo de o restaurante fechar o mês no vermelho mesmo vendendo bem.
As taxas que pesam sem aparecer na comissão principal
A comissão por pedido é só a parte visível da conta. Outras cobranças aparecem no repasse e passam batido por quem não lê o extrato com calma. Poucos restaurantes rastreiam essas cobranças separadamente porque elas aparecem diluídas dentro do relatório financeiro do painel, junto com o valor líquido de cada pedido.
- Antecipação de recebíveis: o repasse padrão do iFood costuma levar dias para cair na conta; quem quer o dinheiro antes paga uma taxa extra sobre o valor antecipado.
- Impulsionamento pago dentro do app: aparecer no topo da busca ou em banners de destaque tem custo publicitário separado da comissão.
- Mensalidade de planos premium: alguns planos cobram valor fixo mensal além do percentual por pedido, em troca de benefícios como selo de destaque ou entrega grátis pro cliente.
- Taxa de saque avulso: retirar o saldo fora do ciclo padrão de repasse pode gerar cobrança adicional, dependendo do plano contratado.
Some essas linhas com a comissão principal e fica claro por que dono de restaurante reclama que ‘vende muito e sobra pouco’. O problema raramente é o volume de vendas: é a fatia que sai antes do dinheiro chegar no caixa.
Vale a pena reduzir a dependência do iFood?
Sair do iFood de vez costuma ser um erro: a plataforma continua sendo a maior vitrine de descoberta para quem nunca comprou no seu restaurante. O problema não é usar o iFood, é depender dele pra 100% do faturamento, inclusive nos pedidos de cliente que já compra toda semana.
Cliente recorrente não precisa pagar a comissão do marketplace de novo a cada pedido. Um canal de vendas próprio, como um site de pedidos com WhatsApp integrado, cobra comissão zero por venda: o único custo é o investimento inicial e a manutenção do canal, não uma fatia de cada pedido pra sempre.
Loja virtual própria
A partir de R$ 3.600 (pagamento único, sem comissão por venda)
SEO contínuo (aparecer no Google local)
A partir de R$ 350 por mês
Comparado com uma comissão de 27% recorrente sobre cada pedido, o investimento em canal próprio se paga rápido pra quem já tem uma base de clientes que compra mais de uma vez por mês.
Esse cálculo faz mais sentido pra quem já tem um público fiel, tipo restaurante de bairro com cliente que pede toda semana. Pra quem está começando agora e ainda não tem base de cliente, o iFood continua sendo o canal mais rápido de ganhar visibilidade, mesmo pagando a comissão mais alta no começo.
Como montar um canal de vendas próprio sem abandonar o iFood
A estratégia mais realista é operar nos dois canais ao mesmo tempo, cada um com uma função diferente:
- Use o iFood pra atrair cliente novo que ainda não conhece o restaurante e está buscando opção na região.
- Direcione o cliente que já comprou pra um site de pedidos próprio, com cardápio digital e checkout direto por WhatsApp ou pix.
- Otimize esse site pra buscas locais, tipo ‘restaurante delivery perto de mim’, pra reduzir a dependência de tráfego pago.
- Acompanhe o custo de aquisição de cada canal separadamente: quanto custa um pedido vindo do iFood versus um pedido vindo do site próprio.
Restaurantes que fazem essa transição aos poucos, sem cortar o iFood de vez, costumam sentir o impacto no caixa já nos primeiros meses: a margem sobe porque a fatia de comissão sobre o cliente fiel desaparece.
Quer entender quanto sua operação perde de margem pro marketplace e se compensa ter um canal de vendas próprio? A Codech desenvolve sites sob medida com SEO local e loja virtual pra restaurante vender direto, sem repassar comissão por pedido.
Pra mais conteúdo sobre performance e vendas online, veja outros artigos no blog da Codech.
Perguntas frequentes
iFood cobra taxa mensal fixa além da comissão por pedido?
Depende do plano. No modelo padrão, a cobrança é só a comissão percentual sobre cada pedido, sem mensalidade. Já em planos como o de entrega grátis pro cliente, o restaurante paga uma mensalidade fixa somada à comissão normal, com o objetivo de aumentar o volume de pedidos ao esconder a taxa de entrega da tela do cliente.
Qual a diferença de comissão entre entrega própria e entrega pela frota do iFood?
Na entrega própria, o restaurante usa motoboy contratado e paga uma comissão menor ao iFood, próxima de 12% do valor do pedido. Na entrega feita pela frota do próprio iFood, a comissão sobe para uma faixa entre 23% e 27%, porque a plataforma assume o custo de gestão, seguro e escala dos entregadores.
iFood cobra taxa para antecipar o recebimento das vendas?
Sim. O repasse padrão do iFood leva alguns dias úteis para cair na conta do restaurante. Quem precisa do dinheiro antes desse prazo pode solicitar antecipação, mas paga uma taxa extra sobre o valor antecipado. Restaurantes com fluxo de caixa apertado costumam usar esse recurso com frequência, o que reduz ainda mais a margem líquida do pedido.
Vale a pena sair do iFood e vender só pelo site próprio?
Raramente. O iFood continua sendo a maior vitrine para atrair cliente novo que não conhece o restaurante. O ideal é manter o iFood pra descoberta e construir, ao lado dele, um canal próprio (site de pedidos ou WhatsApp) pro cliente recorrente comprar sem gerar comissão a cada pedido, o que aumenta a margem sem abrir mão do alcance do marketplace.
Como reduzir a dependência do iFood sem perder faturamento?
Direcionando o cliente que já comprou uma vez para um canal próprio, como site de pedidos com SEO local ou WhatsApp, em vez de fazer ele voltar sempre pelo marketplace. O iFood segue trazendo cliente novo, mas o cliente fiel passa a comprar direto, sem repassar de 12% a 27% de comissão por pedido pro restaurante recorrente.
Quer um projeto assim na sua empresa?
Me conta o que você precisa e eu te respondo em até 48h com um caminho claro, sem compromisso.
Falar no WhatsApp


