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Fotos Próprias ou Banco de Imagens: O Que Passa Mais Confiança

Neste artigo
  1. Quando a foto própria faz diferença
  2. Quando o banco de imagens resolve sem prejuízo
  3. O que a lei diz sobre usar uma fotografia de terceiro
  4. Direito de imagem: a foto de uma pessoa não é só uma questão de direito autoral
  5. O que o Google recomenda para as imagens do site
  6. Peso da imagem e velocidade: o que é o LCP
  7. Como decidir na prática

Imagine duas páginas de um site institucional lado a lado. Uma mostra a fachada real da loja, a equipe atendendo e o produto em uso. A outra usa uma foto de banco de imagens, de um escritório genérico que poderia ser de qualquer empresa do mundo. A escolha entre as duas não é só estética: envolve custo, direito autoral, direito de imagem de quem aparece na foto e até a velocidade de carregamento da página.

Quando a foto própria faz diferença

Foto própria vale a pena quando o que aparece na imagem é justamente o que diferencia o negócio: a fachada do estabelecimento, a equipe que atende o cliente, o produto real em uso, o espaço físico onde o serviço acontece. Nesses casos, a imagem de banco não cumpre a mesma função, porque não mostra o negócio, mostra um cenário genérico parecido com ele. Um site institucional que depende da confiança no local físico ou na equipe é o exemplo mais direto disso.

  • Fachada, recepção ou ambiente de trabalho, quando o local físico importa para a decisão do cliente (clínica, loja, restaurante, escritório de atendimento).
  • Equipe que atende o público, em contextos em que confiar na pessoa é parte da decisão de compra.
  • Produto real, com as variações, o acabamento e o tamanho de verdade, principalmente em loja virtual.
  • Processo de trabalho específico, quando o serviço tem uma etapa visual que o texto sozinho não explica, como acontece num portfólio de projetos executados.

Quando o banco de imagens resolve sem prejuízo

Banco de imagens funciona bem para ilustrar conceitos abstratos, seções de apoio de uma landing page ou conteúdo genérico que não precisa representar a empresa especificamente, como um ícone de segurança digital, uma metáfora visual de crescimento, ou uma imagem de contexto num artigo de blog. Nesses casos, usar banco de imagens com licença correta é mais rápido e mais barato do que produzir uma foto original, sem perder credibilidade, desde que a imagem não prometa algo que a empresa não entrega, como mostrar um espaço que não é o espaço real do negócio.

O que a lei diz sobre usar uma fotografia de terceiro

A Lei 9.610/1998, que trata de direitos autorais, define no artigo 7º, inciso VII, que obras fotográficas são obras intelectuais protegidas. Isso significa que toda fotografia tem um autor com direitos sobre ela, mesmo quando é encontrada facilmente numa busca na internet.

O artigo 29 da mesma lei estabelece que a utilização da obra, por quaisquer modalidades, inclusive a reprodução parcial ou integral, depende de autorização prévia e expressa do autor. Na prática, isso quer dizer que salvar uma foto de um resultado de busca e publicar no site da empresa, sem licença, é uso não autorizado da obra, mesmo que a imagem esteja publicamente visível na internet.

O artigo 79 reforça que, quando a fotografia é utilizada por terceiros, o nome do autor deve ser indicado de forma legível, e que a reprodução da obra fotográfica fora de consonância com o original depende de autorização prévia. E o artigo 44 fixa o prazo de proteção patrimonial da obra fotográfica em setenta anos, contados de 1º de janeiro do ano seguinte ao da divulgação: o fato de a foto ser antiga não significa, por si só, que ela já esteja livre de direitos.

Contratar um banco de imagens com licença paga, ou usar um banco com licença gratuita para uso comercial (lendo os termos exatos daquela licença antes), resolve esse problema, porque a autorização de uso já vem embutida no contrato de licenciamento.

Direito de imagem: a foto de uma pessoa não é só uma questão de direito autoral

Quando a fotografia mostra uma pessoa reconhecível (um funcionário, um cliente, alguém que passava na rua), entra em jogo outro direito, distinto do direito autoral sobre a obra: o direito de imagem da pessoa retratada. O artigo 20 do Código Civil estabelece que a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa podem ser proibidas, a pedido dela, sem prejuízo de indenização, quando lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou quando se destinarem a fins comerciais.

Site institucional é, para efeito prático, um uso comercial. Isso significa que publicar a foto de um funcionário ou de um cliente no site, sem autorização dele, é um risco jurídico real, mesmo que a foto tenha sido tirada dentro da própria empresa e mesmo que a pessoa não tenha reclamado no momento em que foi fotografada. A prática mais segura é ter, por escrito, a autorização da pessoa para o uso da imagem, especificando onde ela vai ser publicada (site, redes sociais, material impresso) e por quanto tempo.

Esse tipo de autorização é um documento jurídico. Para redigir o termo de uso de imagem de forma correta para o caso concreto da empresa, o caminho é consultar um advogado.

O que o Google recomenda para as imagens do site

A documentação do Google Search Central sobre práticas recomendadas para imagens traz alguns pontos técnicos que valem tanto para foto própria quanto para banco de imagens:

  • Formatos aceitos pela Pesquisa Google: BMP, GIF, JPEG, PNG, WebP, SVG e AVIF.
  • Texto alternativo (atributo alt) descrevendo o conteúdo da imagem de forma útil, sem repetição excessiva de palavras-chave.
  • Nome de arquivo curto e descritivo. A própria documentação cita como exemplo my-new-black-kitten.jpg em vez de IMG00023.JPG.
  • Imagens em alta qualidade, evitando fotos borradas ou pouco nítidas, combinadas com técnicas de otimização para manter a velocidade de carregamento.
  • Uso do elemento HTML padrão img (em vez de imagem só como fundo em CSS), imagens responsivas com srcset ou picture, e um sitemap de imagem para fotos que não são facilmente encontradas pelo rastreador.

Peso da imagem e velocidade: o que é o LCP

O LCP (Largest Contentful Paint) é uma das métricas de Core Web Vitals do Google e mede o tempo até que o maior elemento visível na tela, seja imagem, bloco de texto ou vídeo, termine de carregar. Pelo critério do web.dev, LCP de até 2,5 segundos é considerado bom, entre 2,5 e 4 segundos precisa melhorar, e acima de 4 segundos é considerado ruim, medido no percentil 75 dos carregamentos de página.

Uma imagem, própria ou de banco, entra nesse cálculo sempre que for o maior elemento visível na primeira tela. Foto em alta resolução, sem compressão e sem dimensão ajustada ao espaço onde vai aparecer, atrasa esse tempo de carregamento independente de ser bonita ou de transmitir confiança. Se a página demora para aparecer, a primeira impressão já é ruim antes mesmo da imagem terminar de carregar. Esse é um dos motivos que ligam a escolha da imagem diretamente ao desempenho técnico do site.

Como decidir na prática

A pergunta não é escolher uma única opção para o site inteiro. Faz sentido combinar as duas: foto própria nos pontos em que a aparência real do negócio pesa na decisão do visitante (equipe, local, produto), e banco de imagens com licença correta nos pontos de apoio, onde uma imagem genérica não engana ninguém sobre o que a empresa é. Isso vale tanto para a estrutura visual quanto para o trabalho de aparecer bem no Google, já que texto alternativo e nome de arquivo corretos dependem de a imagem ter relação real com o conteúdo da página. O que não compensa, em nenhum dos dois casos, é usar imagem sem licença de uso ou foto de pessoa sem autorização: o risco jurídico existe independente do site ser pequeno ou de ninguém ter reclamado até agora.

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Perguntas frequentes

Posso usar qualquer foto que encontrar numa busca do Google no site da minha empresa?

Não. A Lei 9.610/1998 protege a obra fotográfica e, pelo artigo 29, a reprodução da imagem depende de autorização prévia e expressa do autor. Uma foto aparecer numa busca não significa que ela está livre de direitos. Sem licença de uso, publicar a foto é uso não autorizado, mesmo que a imagem esteja acessível publicamente na internet.

Preciso de autorização para publicar a foto de um funcionário no site da empresa?

Sim. O artigo 20 do Código Civil trata do direito de imagem da pessoa retratada, separado do direito autoral sobre a foto. Um site institucional é, na prática, uso comercial, e publicar a imagem de alguém sem autorização é risco jurídico. O caminho mais seguro é uma autorização por escrito, e para redigir esse termo o correto é consultar um advogado.

Foto de banco de imagens com licença gratuita já pode ser usada sem preocupação?

Só depois de ler os termos exatos daquela licença. Bancos de imagens diferentes liberam usos diferentes (uso comercial, uso editorial, obrigatoriedade de crédito). A licença é o documento que autoriza o uso previsto no artigo 29 da Lei 9.610/1998, então ela precisa cobrir exatamente o uso que a empresa vai fazer da imagem.

Foto em alta resolução deixa o site mais lento?

Pode deixar, se não for otimizada. O Google usa o LCP (Largest Contentful Paint) como métrica de Core Web Vitals, e uma imagem pesada, sem compressão e sem dimensão ajustada, entra nesse cálculo quando é o maior elemento da tela a carregar, o que atrasa o tempo de LCP. Isso vale tanto para foto própria quanto para foto de banco de imagens.

O texto alternativo (alt) da imagem faz diferença para aparecer no Google?

Sim. A documentação do Google Search Central lista o texto alternativo como o atributo mais importante para descrever a imagem, junto com nome de arquivo curto e descritivo e formato de imagem compatível com a Pesquisa Google, como JPEG, PNG, WebP ou AVIF.

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