
Neste artigo
- O que costuma vir junto (e o que não vem) numa oferta de site barato
- De quem é o domínio quando o site custa R$ 300
- De quem é o código, e por que isso prende o cliente depois
- Hospedagem que só funciona ali
- O mesmo modelo, repetido em centenas de sites
- Sem SEO técnico e sem Core Web Vitals otimizados
- Sem suporte: o que acontece quando alguma coisa quebra
- A conta de refazer depois
- Quando um site de R$ 300 pode fazer sentido
Você vê o anúncio no Instagram ou recebe a indicação de um conhecido: site pronto por R$ 300, no ar em poucos dias, sem burocracia. Para quem está começando ou só precisa sair do papel, a oferta parece resolver tudo de uma vez. O problema não costuma estar no preço em si. Está no que fica de fora dele.
O que costuma vir junto (e o que não vem) numa oferta de site barato
Um site por R$ 300 entrega, quase sempre, uma página no ar. Isso é real e, para um teste rápido, pode até bastar. O que costuma faltar é tudo que sustenta esse site depois do primeiro mês: domínio registrado no nome de quem contratou, código que pode ser levado para outro lugar, hospedagem independente de quem vendeu, SEO técnico e algum tipo de suporte quando algo para de funcionar. Cada um desses pontos tem um custo escondido, e ele só aparece quando o cliente tenta mudar alguma coisa.
De quem é o domínio quando o site custa R$ 300
No Brasil, todo domínio .br é registrado em nome de uma pessoa física (CPF) ou jurídica (CNPJ), chamada de titular. As regras do Registro.br são claras: o registro pertence a esse titular, e um domínio equivalente não pode ser registrado para outra pessoa enquanto pertencer a alguém. Em pacotes muito baratos, é comum o domínio ficar registrado no CPF ou CNPJ de quem vendeu o site, não no do cliente. Funciona normalmente enquanto a relação está boa. O problema aparece quando o cliente quer trocar de fornecedor, ou quando o fornecedor some.
Mudar o titular de um domínio depois não é um clique. O próprio Registro.br trata isso como um procedimento administrativo formal, com envio de documentação, representante legal e prazo de dois dias úteis de análise, contado a partir do recebimento da documentação completa. Se quem registrou o domínio não colabora, ou não existe mais, a empresa fica com um site que ninguém consegue mover, mesmo pagando por ele.
Vale conferir isso antes de fechar qualquer contrato de site. O guia sobre registro de domínio .com.br ou .com explica o passo a passo para checar de quem é o domínio e como evitar perdê-lo.
De quem é o código, e por que isso prende o cliente depois
Um site pronto costuma ser um template comercial, configurado uma vez e reaproveitado para muitos clientes. Nesses casos, o que o cliente recebe é acesso a um painel para editar texto e imagem, não o código-fonte do site. Sem o código, não existe como levar aquele site para outro desenvolvedor, outra hospedagem ou outro construtor. Qualquer mudança maior, como trocar de fornecedor ou sair de um construtor de sites para uma estrutura própria, vira um projeto novo, do zero, e não uma migração.
Hospedagem que só funciona ali
Parte do preço baixo se sustenta em manter tudo dentro de uma única estrutura: o mesmo construtor, a mesma hospedagem, o mesmo painel. Isso reduz o custo de quem vende, mas cria uma dependência para quem compra. Sem controle sobre a hospedagem, o cliente não escolhe onde o site fica, não define política de backup, e depende do fornecedor original para qualquer alteração de servidor, e-mail profissional ou certificado de segurança.
O mesmo modelo, repetido em centenas de sites
Sites prontos muito baratos costumam vir de um número pequeno de templates, aplicados em massa para reduzir custo de produção. O texto muda, a logo muda, mas a estrutura de página, os títulos e até os parágrafos de exemplo se repetem de cliente para cliente. Isso não é spam aos olhos do Google: as políticas de spam da Google Search Central reservam o termo abuso de conteúdo em escala para quem gera muitas páginas com o objetivo principal de manipular o ranqueamento. O problema do template repetido é outro: ele não oferece nada de próprio que ajude o site a se diferenciar na busca, porque foi pensado para existir rápido e barato.
Sem SEO técnico e sem Core Web Vitals otimizados
SEO técnico é o conjunto de ajustes que fazem um site ser bem lido pelo Google: URL organizada, dados estruturados, sitemap, tempo de carregamento, entre outros. Pacotes de site pronto raramente incluem esse trabalho, porque ele exige tempo por site, exatamente o que o modelo de preço baixo não permite. A própria Google confirma que os Core Web Vitals são usados pelos sistemas de ranqueamento da Busca, junto com outros sinais de qualidade de página. Segundo a documentação de Core Web Vitals do Google, as métricas atuais são três: LCP, o tempo até o maior elemento visível carregar, com meta de até 2,5 segundos; INP, o tempo de resposta a cliques e toques, com meta de até 200 milissegundos; e CLS, a estabilidade visual da página durante o carregamento, com meta de até 0,1. Um site genérico, pesado de plugins e sem esse ajuste, tende a rodar pior nessas métricas. Isso pesa contra ele quando concorre por posição no Google com outro site mais trabalhado nesse ponto, ainda que a relevância do conteúdo continue pesando mais no resultado final.
Sitemap, dados estruturados e URL organizada fazem parte do mesmo pacote de SEO técnico. Nenhum desses itens aparece sozinho num site pronto configurado em série, porque cada um exige revisão específica por site, não um ajuste padrão replicado para todos os clientes.
O guia sobre Core Web Vitals e velocidade de site detalha como medir e corrigir cada uma dessas métricas.
Sem suporte: o que acontece quando alguma coisa quebra
Suponha que o site saia do ar numa sexta à noite, ou que o formulário de contato pare de enviar e-mail sem aviso nenhum. Em pacotes muito baratos, o suporte costuma ser limitado ou inexistente depois da entrega. Sem contrato de manutenção, resolver esse tipo de problema depende de encontrar alguém disposto a mexer em um código que não conhece, num painel que não é o dele, para consertar algo que não construiu. Isso costuma custar mais caro, e demorar mais, do que uma manutenção contratada desde o início.
A conta de refazer depois
Quando alguma dessas faltas vira problema, sobretudo domínio e código presos, a solução normalmente não é um ajuste. É recomeçar: registrar o domínio corretamente, reconstruir o site numa estrutura própria e recuperar posição no Google que talvez nunca tenha existido, porque o site nunca teve SEO técnico. Isso significa pagar pelo site barato e, depois, pagar de novo por um site sob medida, com domínio e código no nome da empresa. Um site institucional feito nesse formato custa a partir de R$ 2.600 na Codech, e um site sob medida, com estrutura própria, a partir de R$ 3.400. O guia de preços de site profissional em 2026 mostra o que entra nessa conta e por que ela varia tanto entre um projeto e outro.
Quando um site de R$ 300 pode fazer sentido
Nem toda oferta barata é um problema. Para um teste rápido de ideia, uma página temporária de evento ou uma validação antes de investir mais, um site pronto pode cumprir o papel dele, desde que a empresa entre ciente do que está e do que não está incluído. O erro não é escolher a opção mais barata. É escolher sem perguntar antes quem fica com o domínio, quem fica com o código, e o que acontece quando o site precisar crescer.
O checklist de lançamento com 20 itens reúne os pontos que separam um site amador de um site profissional, e serve como roteiro de perguntas antes de fechar qualquer contrato, barato ou não.
Quer saber se o seu site atual está com domínio, código e SEO técnico realmente no seu nome? A Codech faz esse diagnóstico e mostra o que precisa de ajuste antes de qualquer decisão de refazer o site.
Perguntas frequentes
O que verificar antes de contratar um site pronto muito barato?
Confirme quatro pontos antes de fechar: em nome de quem fica o domínio registrado, se o código do site é entregue ou fica preso ao fornecedor, se a hospedagem pode ser trocada livremente e o que está incluído em suporte depois da entrega. Pedir isso por escrito evita surpresa quando a empresa quiser mudar de fornecedor ou crescer o site mais tarde.
Como saber se o domínio do meu site está registrado no meu nome?
No Brasil, todo domínio .br tem um titular identificado por CPF ou CNPJ, segundo as regras do Registro.br. É possível consultar o titular de um domínio pela ferramenta de Whois do próprio Registro.br. Se o titular for o CPF ou CNPJ de quem vendeu o site, e não da empresa, o domínio juridicamente não pertence a você.
Dá para pedir o código-fonte de um site pronto depois de contratado?
Depende do contrato assinado. Muitos pacotes de site pronto entregam apenas acesso a um painel de edição de conteúdo, sem repassar o código-fonte, porque o site roda sobre um template do próprio fornecedor. Sem o código, não é possível levar aquele site para outro desenvolvedor ou outra hospedagem, o que na prática obriga a reconstruir o site do zero se a relação terminar.
Vale a pena refazer um site pronto que já está no ar?
Vale quando faltam os itens que sustentam o site no médio prazo: domínio no nome da empresa, código próprio, SEO técnico e suporte. Refazer significa registrar o domínio corretamente, reconstruir a estrutura e recuperar o trabalho de SEO técnico que talvez nunca tenha existido, o que custa mais do que planejar isso desde o início.
Quer um projeto assim na sua empresa?
Me conta o que você precisa e eu te respondo em até 48h com um caminho claro, sem compromisso.
Falar no WhatsApp


