
Neste artigo
- O perfil não é o destino da campanha
- Por que boa parte dos clientes de social media ainda não tem site
- Três modelos de parceria com um desenvolvedor
- Como montar o preço do pacote sem inventar número
- O que fica com o social media, o que fica com o dev
- Como apresentar a proposta sem virar uma agência de tudo
O social media cuida do Instagram do cliente, publica todo dia, faz o conteúdo engajar. Aí o cliente pede um anúncio pago ou quer vender direto pela internet, e o perfil sozinho não resolve. Esse ponto de virada, entre o post que engaja e a página que converte, é onde cabe agregar sites ao serviço e aumentar o ticket médio, sem contratar uma equipe de desenvolvimento.
O perfil não é o destino da campanha
Enquanto o trabalho é orgânico, o link na bio resolve. O problema aparece quando o cliente decide investir em tráfego pago. As políticas de anúncio do Google e da Meta não tratam o perfil da rede social como um destino qualquer: elas cobram uma página funcional, específica para aquele anúncio.
A política de requisitos de destino do Google Ads estabelece que o conteúdo e o destino do anúncio precisam funcionar em navegadores e dispositivos comuns, sem navegação desnecessariamente difícil, e que o domínio mostrado no anúncio precisa corresponder ao domínio da página para onde o clique leva.
A Meta segue lógica parecida em seus padrões de publicidade: os produtos e serviços anunciados precisam corresponder ao que aparece na página de destino, e a análise do anúncio considera também essa página, não só o texto e a imagem do anúncio.
Na prática, isso significa que campanha paga sem página própria esbarra em rejeição de anúncio, em custo mais alto por clique mal direcionado, ou em cliente pedindo algo que o perfil não entrega, como formulário de orçamento, catálogo com preço ou checkout.
Por que boa parte dos clientes de social media ainda não tem site
A pesquisa TIC Empresas 2024, do Cetic.br/NIC.br, mostra o tamanho dessa lacuna. Em 2024, 53% das empresas brasileiras com mais de dez pessoas ocupadas possuíam um site próprio, proporção praticamente estável frente aos 54% registrados em 2019. No mesmo período, as redes sociais seguem como a principal forma de presença online: 74% das empresas usavam WhatsApp ou Telegram e 74% usavam Instagram, Snapchat, TikTok ou Flickr, um salto frente aos 22% de 2017 nesse último grupo.
Ou seja: o cliente típico de uma carteira de social media provavelmente está nesse grupo maior, presente na rede social, sem página própria. Cada campanha, cada link de checkout externo, cada formulário de contato depende de um canal que a empresa não controla, e que pode sair do ar ou ser suspenso sem aviso. Este outro texto detalha esse risco: Instagram Fora do Ar: O Risco de Ter o Negócio Só nas Redes Sociais.
Três modelos de parceria com um desenvolvedor
Agregar sites ao portfólio de serviços não exige virar uma agência de desenvolvimento. Existem modelos de parceria com um dev que resolvem a parte técnica sem tirar o social media do que ele já faz bem. O funcionamento de cada modelo está detalhado neste outro texto: Parceria com Desenvolvedor: Modelos, Fluxo e Como Funciona na Prática.
Indicação com comissão
O social media indica o cliente ao dev parceiro. O dev fecha e executa o projeto direto com o cliente, e paga uma comissão ao social media pela indicação. É o modelo com menos estrutura: o social media não emite nota do serviço de site, não assume suporte técnico, só recebe pela ponte que fez.
Revenda
O social media compra o serviço do dev pelo valor de parceiro, fatura o cliente com a própria margem em cima e assume a relação comercial daquele projeto. Exige mais organização, porque o social media vira o ponto de contato do cliente também para dúvida sobre o site, mas o retorno por projeto tende a ser maior que na indicação.
White-label
O dev entrega o site sob a marca do social media, sem aparecer para o cliente final. É o modelo que mais aproxima o social media de oferecer um serviço completo de site, sem contratar ninguém para isso. O funcionamento desse formato está detalhado aqui: Dev White-Label: Como Agências Entregam Sites sem Equipe de Desenvolvimento.
Como montar o preço do pacote sem inventar número
O erro mais comum nessa conta é usar preço de mercado genérico, sem lastro. Não existe uma tabela universal de comissão entre social media e dev parceiro. O que existe é o custo real do serviço, negociado com o parceiro escolhido, e sobre ele o social media define a própria margem, seja pela indicação, pela revenda ou pelo white-label.
Para dar uma ordem de grandeza real, e não um chute, seguem os preços praticados pela Codech, que servem de referência de custo de um parceiro (não são tabela de mercado nem valor fechado para todo dev):
- Landing page: de R$ 800 a R$ 2.500
- Site institucional: a partir de R$ 2.600
- Site sob medida: a partir de R$ 3.400
- Loja virtual: a partir de R$ 3.600
- SEO contínuo: a partir de R$ 350 por mês
Quando a demanda do cliente é uma página só para sustentar uma campanha, o serviço equivalente é a landing page. Este outro texto detalha quando ela se paga: Quanto Custa uma Landing Page em 2026 e Quando Ela Se Paga. A partir desse piso, cada social media decide a própria margem, considerando o tempo que vai gastar administrando a relação com o cliente e o suporte que promete depois da entrega.
O que fica com o social media, o que fica com o dev
Misturar as duas frentes sem dividir a responsabilidade é o caminho mais rápido para o cliente cobrar do social media algo que é tecnicamente do dev, ou vice-versa. A divisão que evita esse atrito costuma seguir esta linha:
| Fica com o social media | Fica com o dev parceiro |
|---|---|
| Estratégia de conteúdo e calendário editorial | Construção do site ou da landing page |
| Gestão da comunidade e resposta a comentários | Hospedagem, domínio e certificado de segurança |
| Criativo e segmentação da campanha paga | Página de destino, formulários e integrações |
| Relacionamento comercial com o cliente | Manutenção, atualização e suporte técnico |
Como apresentar a proposta sem virar uma agência de tudo
O ponto de atenção é não prometer o que não vai entregar. No modelo de indicação e na revenda, vale deixar claro para o cliente que existe um parceiro técnico por trás do site, o que também protege o social media de ter que responder por bug ou prazo de desenvolvimento. No white-label, a entrega sai com a marca do social media, então o combinado de prazo, suporte e escopo com o dev precisa estar redondo antes de ser repassado ao cliente como se fosse produção própria.
O pacote que costuma funcionar melhor começa pequeno: uma landing page para a próxima campanha, ou, suponha um cliente que já quer algo além do WhatsApp na bio e não sabe por onde começar, um site institucional simples. A partir da primeira entrega, fica mais fácil justificar um pacote maior, com SEO contínuo incluso.
Quer avaliar qual modelo de parceria com um dev faz mais sentido para a sua carteira de clientes de social media? Conheça as condições de parceria da Codech ou fale direto pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Social media precisa saber programar para oferecer sites aos clientes?
Não. Nos três modelos, indicação, revenda e white-label, a parte técnica (construção, hospedagem, manutenção) fica com o dev parceiro. O social media continua concentrado em conteúdo, comunidade e gestão de tráfego, e só entra no processo comercial dependendo do modelo escolhido com o parceiro.
Por que um cliente que já tem Instagram ativo precisaria de um site?
Porque campanha paga no Google Ads e na Meta exige uma página de destino própria, que funcione e corresponda ao anúncio. Além disso, a pesquisa Cetic.br mostra que boa parte das empresas brasileiras ainda concentra a presença online em redes sociais, um canal que a empresa não controla e que pode sair do ar.
Qual a diferença entre revenda e white-label na prática?
Na revenda, o social media compra o serviço do dev, fatura o cliente com sua margem e assume a relação comercial, mas o cliente sabe que existe um parceiro técnico. No white-label, o dev entrega sob a marca do social media, e o cliente final não vê o parceiro por trás do projeto.
Como o social media define quanto cobrar do cliente pelo site?
Parte do custo real negociado com o dev parceiro, usando como referência de piso os preços que o próprio parceiro pratica, como as faixas da Codech. A partir desse valor, o social media soma a margem pela gestão do relacionamento, pela venda e pelo suporte que oferece ao cliente depois da entrega.
Vale a pena manter o cliente só nas redes sociais, sem site?
Depende do objetivo. Para conteúdo orgânico, o perfil resolve. Mas para campanha paga, catálogo com preço ou formulário de orçamento, o cliente esbarra nas exigências de destino do Google Ads e da Meta, e fica dependente de um canal que pode ser suspenso ou sair do ar sem aviso.
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